MISERERE!! (Misericórdia)
Domingo no serviço de urgência do Hospital Pediátrico de Coimbra. O dia acordou cinzento e convidava menos a passear, pelo que a procura começou mais cedo que o habitual. A meio da tarde, uma enfermeira pediu-me para observar um menino de um ano, seu conhecido, cuja mãe já lhe teria ligado duas vezes, na véspera. Achava que eu o devia conhecer porque apresentava malformações múltiplas e era seguido em várias consultas. Tinha sido submetido a cirurgia correctiva de ptose palpebral poucos dias antes e tivera alta há dois “porque estava tudo a correr bem”. Desde as primeiras horas em casa que “estava muito parado, não comia, mas não tinha febre” tinha-lhe dito a mãe ao telefone. Vi-o 2 horas depois. Entrou ao colo da mãe, acompanhado também pela tia. (...continua)
